UFCG DIVULGA BOLETIM ESPECIAL SOBRE OS 2 ANOS DA PANDEMIA NO ESTADO

Nesta sexta-feira (06/05) foi divulgado o 97º Boletim COVID-19, que trata de uma edição especial sobre os 2 anos de pandemia na Paraíba. A coordenação da pesquisa é Professor Josenildo Brito de Oliveira, da Unidade Acadêmica de Engenharia de Produção (UAEP/CCT) e conta com o suporte do estudante Pedro Mateus Aguiar Barbosa. Esse boletim especial tem como objetivo fazer um balanço sobre o comportamento do vírus no Estado desde o registro do primeiro caso confirmado da doença e compreende os dados levantados entre 19 de março de 2020 e 31 de março de 2022.

Segundo o informativo, o erro de projeção, que mede a diferença média entre o real e o previsto, foi de 1,4%, para mais ou para menos do valor projetado. Nas projeções de novos casos semanais, “o acerto foi de 92,2%. Nos óbitos confirmados, a assertividade foi de 94,1%, ou seja, a cada 100 previsões realizadas, em torno de 92 e 94, em ordem, para casos e óbitos, caíram dentro da margem de erro” afirma o boletim. Até o dia 31 de março deste ano, o Estado tinha “registrado quase 600 mil casos e um pouco mais de 10 mil óbitos. A curva de novos casos apresentou três ciclos de pico. Fevereiro de 2022 foi o mês com maior número de registros de toda a pandemia – mais de 76 mil casos”, completa. Isso se deu, provavelmente, à incidência da variante ÔMICRON no Estado, pelo fato desta ter uma maior taxa de transmissibilidade, em comparação com outras variantes, como a Delta, por exemplo.

O informativo explica ainda que utilizou a métrica DCP, ou Duração do Ciclo de Pico, para medir o tempo de duração até o pico do ciclo da progressão do vírus. Com isso, a pesquisa constatou que o ciclo da variante ÔMICRON foi mais curto que os dois anteriores, levando 56 dias para atingir o seu ápice, se estendendo do final de dezembro de 2021, ao dia 17 de fevereiro de 2022 – quando atingiu seu pico mais alto.

Decorridos dois anos da pandemia, o boletim aponta que quase 80% da população paraibana alcançou o esquema vacinal completo, equivalente a 3,18 milhões de aplicadas. No total, foram aplicadas no Estado, 8,28 milhões de doses. Foi identificado uma carga maior de aplicação das doses da vacina no mês de fevereiro, totalizando 1,35 milhões de doses aplicadas, das quais quase 719 mil foram doses de reforço. Este fato está provavelmente relacionado ao aumento de casos sob a influência da variante ÔMICRON no mesmo período. Para o coordenador do projeto, Professor Josenildo de Oliveira, o percentual de vacinação representa uma conquista para a população: “este percentual permite um baixo nível de transmissibilidade da doença entre as pessoas da paraíba. É um número bastante interessante que permite gerar um cenário adequado para que o vírus não venha a circular com maior intensidade entre os paraibanos.” O professor ainda salienta a contribuição das medidas sanitárias instituídas pelo Estado, para a diminuição da transmissibilidade do vírus: “eu acredito que as medidas sanitárias, por meio de decretos, auxiliaram muito a reduzir as taxas de transmissibilidade entre os paraibanos”.

O boletim ainda aponta que, após o início do processo de vacinação, a taxa de letalidade do vírus apresentou uma queda considerável na Paraíba. A pesquisa constatou as taxas de letalidade de 2,2%, 2,0% e 0,5% para os anos de 2020, 2021 e 2022, respectivamente, evidenciando uma queda à medida que o processo de vacinação avançava no Estado. Ainda segundo a pesquisa, com base na taxa de letalidade apontada no ano de 2020, o número estimado de vidas salvas nos anos de 2021 e 2022 foi de quase 3 mil pessoas.

Para acessar o boletim especial na íntegra, confira o link abaixo: