LABNOV DA UFCG CELEBRA APROVAÇÃO DE PROJETO VOLTADO À DESCARBONIZAÇÃO E TRATAMENTO DE GASES
O Laboratório de Desenvolvimento de Novos Materiais (LABNOV), vinculado à Unidade Acadêmica de Engenharia Química da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), celebra a aprovação de um novo projeto de pesquisa voltado ao desenvolvimento de membranas avançadas baseadas em nanocompósitos de nitreto de boro para aplicação no tratamento de impurezas em gás natural e gases exaustos.
O projeto foi aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e integra investimentos estratégicos voltados à inovação tecnológica no setor energético brasileiro. A iniciativa conta com apoio de grandes empresas do segmento, como Petrobras, TotalEnergies, Shell, CNOOC e CNODC, fortalecendo a cooperação entre universidade e indústria.
Implementado na UFCG em 2007 com recursos oriundos da Petrobras, o LABNOV atua em pesquisas voltadas ao desenvolvimento de materiais avançados aplicados às áreas de energia, separação de gases e processos sustentáveis. O laboratório possui cerca de 120 m² de área laboratorial, reúne pesquisadores de graduação, mestrado e doutorado e é credenciado pela ANP. A coordenação é da professora Meiry Gláucia.
As pesquisas utilizam nanocompósitos de nitreto de boro, material bidimensional conhecido pela alta resistência térmica e química, elevada seletividade molecular e eficiência na separação de gases. Essas características tornam a tecnologia promissora para aplicações ligadas ao setor de óleo e gás, além de iniciativas alinhadas às metas globais de descarbonização. Os estudos desenvolvidos buscam impulsionar soluções nacionais de ponta voltadas a um setor energético mais eficiente e sustentável, fortalecendo a formação científica e tecnológica dentro da universidade pública.
Para a coordenadora do projeto, professora Meiry Gláucia, da Unidade Acadêmica de Engenharia Química da UFCG, a aprovação representa um avanço estratégico não apenas para a universidade, mas também para o desenvolvimento científico e tecnológico da região. “Essa aprovação é muito importante para a região Nordeste, mais especificamente para o estado da Paraíba e, particularmente, para Campina Grande e a UFCG”, destacou.